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RIO SETECENTISTA - QUANDO O RIO VIROU CAPITAL



A Exposição

"A cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro é marcada por sonhos e guerras desde seu nascimento. Tornou-se entreposto colonial de importância e metrópole religiosa já em fins di século XVII. A cidade segue, a partir do século XVIII, uma nova ordem. A descoberta das minas de ouro no país, a expulsão dos jesuítas, a transferência da capital de Salvador para o Rio de Janeiro, a execução de Tiradentes são momentos fortes desse processo.

Os mitos de desvelamento do território têm fim diante de uma racionalidade cada vez mais presente. Ao longo do século XVIII, as utopias e visões edênicas associadas à Baía de Guanabara, que haviam estimulado a arte, a arquitetura e a construção de cidades no Ocidente, são cada vez mais substituídas pela razão e pela geometria dos homens. Pouco a pouco, a monumentalidade militar e religiosa do século anterior dá lugar à expressão da sociedade civil em inúmeras realizações e projetos de melhoramentos urbanos. A escravidão é seu pano de fundo.

Tempo de mutações: o Rio setecentista e sua baía viveram o fim de um tempo e o início de outro, que trouxe consigo os esplendores sombrios dos interiores barrocos e das linhas delicadas das fachadas rococós de suas igrejas. Tempo de lenta transformção do Império Luso e de especulações e nascimentos de outros impérios, em que recrudesce o sistema colonial e a centralização administrativa da metrópole se faz sentir. Tratados entre Portugal e Espanha consolidam a quase totalidade dos vastos limites do Brasil. Os gestos de ilustração são acompanhados de delações, obscurantismo, devassas, medo.

Multiplica-se a população da cidade e cria-se novo perfil étnico e cultural. Portugueses de Goa ou Macau introduzem novas tintas às cores locais e cruzam, agora, com uma nova leva de colonos oriundos das diversas regiões da metrópole e com todo tipo de "forasteiros". Ao mesmo tempo, cresce exponencialmente o comércio de escravos, vindos de todas as Áfricas. Contudo, o Rio de Janeiro que compra, vende, delata e pune também educa seus filhos e se alinha às lutas por liberdade".

Nota: Texto explicativo copiado da entrada da exposição e presente em seu folheto descritivo.

A exposição: Rio Setecentista - quando o Rio virou capital, foi realizada no Museu de Arte do Rio - MAR. Esta exposição foi bastante envolvente e rica, abordando o desenrolar dos acontecimentos que transformaram uma terra virgem e inexplorada em um cidade capital da Colônia pertecente ao Império Colonial Portugues. Desde sua descobertada a importância da região da Guanabara, despertou o interesse de outras nações da Europa devido a sua beleza, suas riquezas e a sua localização.

Assim ela nasceu devido a uma disputa entre franceses e portugueses, visando trazer para a América os ideais renascentistas da Europa e ambos os lados contando com o auxilio dos nativos, que lutaram juntos numa luta que culminou com a fundação da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. A partir daí a exposição mostra o crescimento da cidade, as lutas pela sobrevivência e sua transformação na Capital da Colônia Portuguesa do outro lado do Atlântico, seus governos, o crescimento lento e penoso, suas belezas, sua arquitetura, suas dificuldades. A exposição abordou seus diferentes pontos de interesse no que chamei de cenários, conjuntos que abrangiam um determinado período ou fato de importancia para a cidade. As descrições dos cenários foram copiadas da exposição.

Foi uma exposição que ficou longo tempo no Museu de Arte do Rio - MAR, um dos locais que mais homenageou a cidade, e que permitiu que sua história fosse vista por grande número de pessoas que puderam conhecer melhor sua cidade, seu crescimento e sua importância. PARABÉNS AO MAR PELA INICIATIVA.

Rio Setecentista
Quando o Rio Virou Capital
Rio Setecentista
Quando o Rio Virou Capital I
Rio Setecentista
Quando o Rio Virou Capital II
Rio Setecentista
Quando o Rio Virou Capital III



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