CATETE



História do Bairro - Catete

O Bairro do Catete que já abrigou a sede do Governo Federal do Brasil, se transformou, com o tempo em um corredor entre o centro e outros bairros, mas sempre se destacou pelo comércio. Como área residencial, o bairro se constituiu de dois extremos: os mesmos barões que construíam palacetes, mandavam erguer cortiços na Rua da Pedreira da Glória, hoje Rua Pedro Américo. O resultado desta ocupação foi, a longo prazo, uma identificação como Bairro de classe média baixa, o que foi realçado com a construção do Aterro do Flamengo e com a transferência da Capital, que escassearam a freguesia do Bairro, contribuindo assim para a sua decadência.

Mas os novos tempos têm sido mais alentadores, com novidades como a dinamização do Museu da República e o incentivo à manutenção das fachadas e conservação dos prédio, levando o Bairro juntamente com a Glória, a ser procurado por uma nova geração que cultiva valores antigos, como apartamentos amplos e os benefícios de uma região próxima de museus e centros culturais, o que tem levado o Bairro a uma renovação.


Largo do Machado em 1835

Óleo sobre tela de autoria do inglês Russel, pertencente à Coleção de Antonio Cândido de Oliveira. A gravura e a descrição ao lado foram obtidas do livro: A Muito Leal e Heróica Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro reeditado por ocasião dos festejos dos 450 Anos da Cidade que foi apresentado numa exposição no Centro Cultural Correios durante 2015, página 138.

Em primeiro plano o antigo Campo das Pitangueiras, depois Campos da Laranjeiras e Campo ou Largo do Machado, nome de um açougueiro muito popular. O Largo foi demarcado em 1810.

À esquerda, próximo do ônibus de burro, a antiga capela com tôrre e alpendre precede o casarão de três pavimentos reconstruído por D. Carlota Joaquina. A capela foi adquirida em 1835 pela Irmandade do Santíssimo Sacramento da Glória e no local foi construída a Casa Paroquial da Matriz da Glória.

Aqui morou em um casarão em meio ao arvoredo Domingos Francisco de Araújo Roso dono de muitas terras na região, nas quais foram abertas, em 1853, as Ruas da Guanabara (Pinheiro Machado) e do Roso (Coelho Neto). Pertenceu depois a Manuel Fernandes da Cunha Graça daí o nome de Morro do Graça. Nele também morou Pinheiro Machado e depois funcionou o Colégio Sacre Coeur de Jesus.

À direita: residências que davam para o Largo, em terras de Francisco Marques Lisboa e do espólio de Vicente Marques Lisboa; o princípio da Rua Carvalho de Sá (Gago Coutinho) e a ladeira de acesso à antiga residência de Domingos Carvalho de Sá, atualmente Parque Guinle, antigo do Sá. Ao longe o Morro Dona Marta e o do Corcovado.

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O Bairro do Catete


Vista dos Bairros do Flamengo e do Catete tirada de Santa
Teresa. Ao fundo pode se ver os Morros da Urca e
da Babilônia.

Vista do Largo do Machado tendo no centro a imagem de
Nossa Senhora da Glória.


A Igreja de Nossa Senhora da Glória, foi criada por decreto imperial de 1834, para o local onde já existia uma Capela de Nossa Senhora dos Prazeres, onde D. Carlota Joaquina costumava confessar-se e no dizer popular: "devia ter muito para contar ao padre".

A Igreja foi construída entre 1842 e 1872, ganhando a cidade um suntuoso templo em Estilo Néo-clássico, ligeiramente inspirado na Igreja da Madeleine de Paris. Seu projeto foi da Julius Friedrich Köller e Charles-Philippe Rivière. A monumental torre sineira com terraço panorâmico e arremate agulhado, foi erguida no final do século XIX, mas não descaracterizou o conjunto, que se manteve harmonioso.


Prédio onde funciona a IX Delegacia Policial do Catete,
projetado por Heitor de Mello em 1908.

Prédio da Delegacia e vista da Rua Bento Lisboa.


Vistas da Rua Silveira Martins, que fica
ao lado do Palácio do Catete.


Vista da Rua do Catete, em frente ao Palácio do Catete.

Vista do prédio do Colégio Zacarias na Rua do Catete.

Praça José de Alencar



A Praça José de Alencar fica numa rotativa onde desembocam cinco importante ruas. As fotos deste conjunto, tiradas de um prédio na esquina da Rua Almirante Tamandaré, mostram três destas ruas: A Rua Conde de Baependi que vem de Laranjeiras; a Rua do Catete que nela se inicia e atravessa todo o Bairro do Catete e a Rua Marquês de Abrantes que vai até a Praia de Botafogo. As outras duas são: a Rua Senador Vergueiro que acompanha a Rua Marquês de Abrantes e a Rua Barão do Flamengo que vai até a Praia do Flamengo.



Detalhe dos prédios do início da Rua Marquês de Abrantes.

As duas fotos mostram detalhe do Monumento de José de
Alencar que se encontra no meio da Praça.


Palácio do Catete

O Palácio do Catete foi sede do Governo Federal do Brasil, de 1897 até a mudança da Capital para Brasília, em 1960, foi construído pelo Barão de Nova Friburgo, que possuía 17 fazendas de café e 2.500 escravos, tendo sido o Palácio mais suntuoso do Rio de Janeiro.

A fachada do primeiro andar do Palácio é de cantaria e as do segundo e terceiro são cobertas de mármore. O Palácio foi projetado, em 1862, pelo arquiteto Gustavo Waeneldet que era prussiano e que trabalhou também na Igreja da Candelária, utilizou em sua construção pedras importadas de Portugal e ferros da França. Muitas das colunas de seu interior são de madeira, com pintura de forma a imitar o mármore. Com a decadência da cafeicultura o Palácio passou por vários donos e terminou por ser Sede do Governo, no tempo do Presidente Prudente de Morais.

Em 1896, Aarão Reis chefiou uma reforma de cunho Eclético, com o objetivo de adaptá-lo para ser a residência do Presidente da República. Nesta época o Palácio recebeu uma decoração com símbolos republicanos e nele foram colocadas as águias em bronze, esculpidas por Rodolfo Bernadelli. O Palácio então passou a chamar-se Palácio das Águias, mas o nome não foi bem aceito. Antes das águias existia nos locais esculturas de bronze que foram derretidas para a construção dos bancos do jardim.

No terceiro andar do edifício, ficava a residência do Presidente e foi nele que em 25 de agosto de 1954, Getúlio Vargas se suicidou com um tiro no coração. Em 1960 o prédio passou a abrigar o Museu da República, com o objetivo de conservar a memória republicana, hoje é um complexo cultural bastante ativo onde se realizam exposições e concertos, além de oferecer cursos e oficinas variadas. Possui livraria, teatro e cinema, restaurante e lanchonete. Seus jardins são abertos ao público para laser onde as pessoas de todas as idades podem se divertir tranqüilamente e possui até uma escola para crianças.

Vistas do Palácio do Catete, a primeira foto mostra uma
visão geral do Palácio com frente para a Rua do Catete,
a segunda é um detalhe de uma das águias em bronze que
ornamentam a fachada do Palácio, esta localizada em uma
das extremidades do prédio e a terceira detalhes da fachada.

Vistas do prédio na fachada que dá para os jardins do Palácio.

A primeira foto acima mostra outro detalhe das águias, desta vez a da parte central do prédio encimando o brazão da República do Brasil,
a segunda a entrada do prédio e a terceira a fachada que dá para os jardins laterais.

Vistas dos jardins do Palácio do Catete



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