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CENTRO - RUA PRIMEIRO DE MARÇO



Rua Direita - Sua História

O início da existência da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, fundada por Estácio de Sá, em 1565, foi uma aldeia no Morro Cara de Cão, ao lado do Pão de Açucar. Em 1567, a cidade foi transferida, por ordem de Mém de Sá para o um morro elevado que melhor dominava a baía e oferecia maior segurança, o Morro do Descanso ou de São Januário e a cidade foi construída a partir do alto do morro, de pedra e telha, e aí teve origem seu crescimento.

A primitivo Caminho de Manuel de Brito, berço histórico da cidade, que ligava o Largo da Misericórdia ao Morro de São Bento, em data indefinida foi dividido em duas partes: a primeira que ficou sendo a Rua da Misericórdia e a segunda a Rua Direita, que ligava o Morro do Castelo ao Morro de São Bento. A primeira construção no local teria sido uma pequena ermida no local onde hoje é a Igreja de N.S. do Carmo ou Antiga Sé ou antiga Catedral do Rio de Janeiro. Posteriormente os Carmelitas, em 1590, iniciaram as obras do Convento do Carmo, que por algumas décadas foi a maior construção da emergente cidade, ainda hoje existente no mesmo local, onde funciona a Universidade Cândido Mendes, conforme pode ser visto a seguir. Certamente que, ao longo dos anos, tanto o Convento como a antiga ermida tiveram acrescimos e modificações ao longos dos anos, vindo a ter a aparência dos dias de hoje.

A Rua Direita, no início do século XVII era apenas uma trilha precária, mas era ocaminho mais importante da cidade do Rio de Janeiro e local preferido dos mercadores de escravo. No século XVIII, tornou-se uma das ruas mais movimentadas da cidade, porque nela se instalaram os primeiros Governadores da cidade, numa casa que ficava na esquina com a Rua da Alfândega. Teve também o primeiro Palácio Episcopal, onde residiu o primeiro Bispo do Rio, D. José de Barros e Alarcão, em 1682. A cidade floresceu, e ao longo dos anos a rua foi um teatro vivo da história da cidade refletindo suas transformações no comércio e na arquitetura.

Mais tarde os Governadores passaram a instalar-se na casa que antes era a Casa dos Contos, designação colonial do tesouro, onde depois veio a ser o Paço dos Vice-Reis e o Paço Real com a chegada da Família Real de Portugal ao Brasil. Em torno desta rua se desenvolveram as principais ruas da cidade. Posteriormente, nela se abrigaram o Banco do Brasil, os Correios, as Lojas da Moda, as confeitarias, já no século XIX. Em 1875 ela passou a chamar-se Rua Primeiro de Março, em homenagem à data da vitória da Batalha de Aquidabã, em março de 1870, que foi um marco importante para o fim da Guerra do Paraguai. Coincidentemente este dia também é o da Fundação da Cidade, 1º de Março de 1565..

Na Rua Direita surgiu, em 1835, a grande sensação da época, uma sorveteria. Foi a primeira rua a ser dotada de numeração nas casas, idéia do arquiteto francês Pedro Alexandre Cavroé. Devido à grande intensidade de tráfego, em 1847, adotou-se nela o sistema de mão e contra-mão.

Segundo Ferreira da Rosa: " foi na Rua Direita que o Rio de Janeiro viu traçadas as primeiras linhas da sua grandeza; aí se soletrou a história fortunosa do desenvolvimento desta metrópole". Durante quase três séculos foi em torno da rua Direita, que giraram os grandes acontecimentos políticos da cidade. Só no início do século XX é que a área viu ser transferido o eixo principal da Metrópole para a nova Avenida Central, eixo monumental da nascente República.





Rua Direita, hoje Rua Primeiro de Março, fotos de Marc Ferrez. A primeira tirada em 1870 olhando-se em direção ao Morro do Castelo, que aparece ao fundo. Mais à frente pode ser visto o passadiço coberto que ligava o Paço ao antigo Convento do Carmo e que servia de caminho para que a Família Real pudesse ir ao Convento e à Catedral, sem passar pela curiosidade popular. Em seguida é vista Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé e a Igreja da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Monte do Carmo, o Beco dos Barbeiros e o Hotel do Globo.

A segunda, tirada em 1890 olhando-se em direção ao Morro de São Bento, vendo-se o prédio dos Correios, projetado por Antonio de Paula Freitas e terminado em 1877, seguido do prédio da Bolsa de Valores, recém inaugurado, este prédio depois veio a ser a Praça do Comércio e posteriormente a abrigar a sede do Banco do Brasil. Hoje é o Centro Cultural do Banco do Brasil, mas ainda mantém uma agência do Banco. O prédio em seguida foi destruído para a passagem da Avenida Presidente Vargas.

Ao lado a Rua Direita em foto tirada olhando para o Morro de São Bento, mas na parte onde ficam: O Convento do Carmo, a Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé e a Igreja da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Monte do Carmo, mais ao fundo pode se ver o Mosteiro de São Bento e na rua os antigos bondes e um quiosque. Esta foto foi obtida no Facebook na página Fotos Antigas do Rio de Janeiro.


Outras fotos da Rua Direita podem ser vistas em: Exposições Comemorativas dos 450 Anos - A Mui Leal e Heróica Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.

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Rua Primeiro de Março atualmente



O conjunto de fotos mostra vistas da Rua Primeiro de Março. Nas fotos ao lado, a primeira, tirada do Edifício Garagem Menezes Cortes, mostra uma lateral do antigo Paço Imperial, atualmente um Centro Cultural Paço Imperial, e ao seu lado o Palácio Tiradentes. A segunda é uma vista tirada da calçada do antigo Convento do Carmo, mostrando a Igreja de São José, um prédio da Rua Erasmo Braga e a rampa de acesso ao prédio do Palácio Tiradentes, com uma das esculturas que ornamentam sua entrada.

A foto acima apresenta uma vista tirada da calçada do Centro Cultural Paço Imperial, com a fachada do antigo Convento do Carmo e o conjunto das Igrejas do Carmo sendo que a Antiga Sé após a recente restauração para os festejos dos 200 anos da chegada de D. João ao Rio de Janeiro.




A foto ao lado mostra um detalhe da torre da Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé após sua restauração.

A foto acima mostra o conjunto formado pelas duas Igrejas do Carmo, a antiga Catedral Metropolitana, hoje Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé e a Igreja da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Monte do Carmo, duas das mais antigas e tradicionais igrejas da cidade.





A primeira foto acima mostra a esquina da Rua Primeiro de Março com a Rua do Ouvidor, após o prédio da esquina pode se ver a fachada da Igreja de Nossa Senhora da Lapa dos Mercadores na Rua do Ouvidor. A segunda mostra uma vista geral da Rua Primeiro de Março com seu conjunto de edifícios até o Edifício Centro Cândido Mendes na Rua da Assembléia. A terceira mostra uma vista da esquina da Primeiro de Março com a Avenida Presidente Vargas, onde se pode ver em primeiro plano os prédios do Centro Cultural Banco do Brasil e da Delegacia Regional do Ministério de Comunicações do Rio de Janeiro e ao fundo o conjunto das Igrejas do Carmo.


Assembléia Legislativa

A sede da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, o Palácio Tiradentes, serviu à Câmara Federal desde sua inauguração, em 1926, até 1960, quando a capital foi transferida para Brasília. Mas sua história remonta ao século XVII, quando a população do Rio, ainda entrincheirada no Morro do Castelo, começou a ocupar as partes baixas da cidade e a Câmara tomou para si um pedaço de terra, já com a intenção de instalar sua sede.

O primeiro prédio foi construído em 1640 e contava, em seu pavimento inferior, com uma cadeia, onde esteve preso por três anos, aguardando a execução o inconfidente Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Demolido em 1922, este prédio deu lugar ao Palácio Tiradentes, edifício monumental projetado por Arquimedes Memória e Francisco Cuchet, em Estilo Eclético, que hoje oferece aos visitantes uma exposição multimídia permanente, intitulada: Palácio Tiradentes: lugar de memória do Poder Legislativo.


Vistas do prédio do Palácio Tiradentes

A primeira foto mostra uma vista geral do prédio e a segunda
detalha a Estátua de Tiradentes, localizada bem em frente à sua
fachada principal, podendo se ver ao fundo a fachada lateral da
Igreja de São José. A estátua é de autoria de Francisco Andrade.


A grandiosidade da fachada do prédio é auxiliada pelas curvaturas das rampas que criam um espaço envolvente. As rampas e a
escadaria terminam numa imponente colunata coríntia ladeada de corpos maciços. Toda sua frente e decorada com belíssimas
esculturas. O seu interior é intensamente decorado tendo destaque a sala do plenário coberta com a imensa cúpula de vidro.













Universidade Cândido Mendes

No prédio do antigo Convento do Carmo, atualmente funciona uma parte da Universidade Cândido Mendes, este Convento era ligado ao Paço por um passadiço, como foi mostrado na foto de Marc Ferrez, no início da página. Quando a várzea começou a ser ocupada, com a descida do Morro do Castelo, por volta de 1611, a Ordem dos Carmelitas construiu no local o Convento do Carmo, que permaneceu como convento até 1808, quando a Família Real Portuguesa chegou ao Rio de Janeiro e desalojou os carmelitas para alojar a rainha D. Maria I, a rainha louca, mãe de D. João, que nele viveu até sua morte em 1915, quando D. João passou a ser Rei, como D. João VI.

O prédio que em 1960 foi tombado pelo Patrimônio Histórico, esteve ameaçado de demolição, mas foi restaurado e readquiriu seu aspecto colonial. Atualmente ele pertence à Universidade Cândido Mendes, que construiu ao lado do prédio histórico um grande edifício, o Centro Cândido Mendes, onde funciona uma parte de suas instalações. O prédio tem sua fachada principal voltada para a Rua da Assembléia.




Prédio onde ficava localizado o Convento do Carmo e que hoje pertence à Universidade Cândido Mendes.

A foto acima mostra o Prédio do Convento na esquina com a Rua
Sete de Setembro e a foto ao lado mostra o prédio do Convento em
sua parte traseira, vista do pátio do Centro Cândido Mendes.




Edifício Centro Cândido Mendes na Rua
da Assembléia.



Bustos dos fundadores da Universidade Cândido Mendes,
localizados no pátio do Edifício Centro Cândido Mendes.


SINCOR-RJ




O prédio que abrigou o Tribunal Regional Eleitoral localizado na Rua Primeiro de Março que se estende pelas Ruas do Rosário e dos Mercadores, foi construído na última década do século XIX e abrigou várias repartições públicas, atualmente nele funciona o Sindicato dos Corretores de Seguro - SICOR-RJ. É tido como uma pérola do Ecletismo, em sua fachada, os motivos geométricos em cantaria convivem com um majestoso portal em bronze e duas estátuas clássicas de autoria de Rodolfo Bernadelli.



Delegacia Regional do Ministério das Comunicações no Rio de Janeiro e Centro Cultural Correios

Na Rua Primeiro de Março fica localizado o antigo prédio da Empresa de Correios e Telégrafos que teve sua pedra fundamental lançada em 1876 e sua construção terminada em 1877, baseado no projeto de Antonio de Paula Freitas. Atualmente, nele funciona a Delegacia Regional do Ministério de Comunicações no Rio de Janeiro.

Este prédio fica ao lado de outro prédio histórico: o do Banco do Brasil que hoje é o Centro Cultural Banco do Brasil - CCBB cuja história está descrita no item abaixo e também na página da Avenida Presidente Vargas onde está sua entrada principal. Estes prédios ocupam todo um quarteirão e tem sua fachada traseira voltada para a Rua Visconde de Itaboraí e a fachada lateral para a Travessa Tocantins, que separa os dois prédios.

Atrás do Centro Cultural Banco do Brasil, na Rua Visconde de Itaboraí, fica localizado outro prédio pertencente aos Correios, onde atualmente funciona o Centro Cultural Correios. Toda esta área desde a Avenida Presidente Vargas até a Praça Quinze constitui um Corredor Cultural dos mais importantes da Cidade do Rio de Janeiro, além de ser também um Polo Gastronômico muito procurado pela população da cidade e por turistas.



Vista da fachada do prédio da Delegacia Regional do Ministério
das Comunicações que fica voltada para a Rua Primeiro de Março.
Ao lado pode se ver o prédio do CCBB.


Vista da fachada que fica voltada para a Rua Visconde de Itaboraí.
O prédio rosa atravessando a rua é do SINCOR-RJ e ao fundo
pode se ver o Edifício Centro Cândido Mendes.




As fotos acima mostram o prédio da atual Delegacia Regional do Ministério de Comunicações no Rio de Janeiro em sua fachada da Rua Primeiro de Março, a segunda mostra a esquina com a Rua Tocantis e a última mostra o prédio do Centro Cultural Banco do Brasil e em seguida o da Delegacia Regional.





As duas primeiras fotos acima mostram detalhes do prédio dos Correios na Rua Visconde de Itaboraí e a terceira a fachada de entrada do Centro Cultural dos Correios. A foto abaixo e as do lado mostram o Centro Cultural Correios: a primeira da sua fachada lateral e as outras do interior do prédio com sua escadaria e seu elevador antigo que ainda encontra-se em funcionamento.





As duas fotos acima mostram a fachada do prédio do Centro Cultural dos Correios que é voltada para um pátio de pedras que une o Centro dos Correios à Casa França-Brasil. Este pátio é utilizado para atividades ao ar livre em eventos conjuntos dos três Centros Culturais. As duas fotos abaixo motram o mesmo pátio com detalhe para seu calçamento e a Casa França-Brasil em sua outra extremidade.



Centro Cultural Banco do Brasil


Acima pode se ver o prédio do Centro Cultural Banco do Brasil, com sua fachada de frente para a Rua Primeiro de Março. Ao lado duas fotos tiradas da Rua Visconde de Itaboraí, na primeira o prédio em seguida ao CCBB é o da Delegacia Regional do Ministério de Comunicações.




As duas fotos mostram os prédios do Corredor Cultural da Rua Visconde de Itaboraí, a primeira com destaque para o CCBB, foi tirada na primeira década do Século XXI, a segunda tirada em 2016 mostra a fachada do prédio totalmente restaurada.




A foto ao lado mostra a fachada do Centro Cultural Banco do Brasil voltada para a Travessa Tocantins e a foto acima é do interior do prédio com a sua majestosa cúpula.

O Centro Cultural Banco do Brasil fica localizado na esquina da Rua Primeiro de Março com a Avenida Presidente Vargas,
por isto outras informações sobre ele assim como sua História são encontradas na página da Avenida Presidente Vargas.

Restaurante Cais do Oriente


O Restaurante Cais do Oriente é um dos muitos restaurantes existentes no Polo Gastronômico da região, tendo sido completamente reformado aproveitando as estruturas do prédio antigo, o que resultou em um ambiente estremamente agradável e diferente.

A primeira foto mostra o local onde o restaurante está localizado na Rua Visconde Itaboraí em frente ao edifício da Delegacia Regional do Ministério de Comunicações e próximo dos Centros Culturais dos Correios e do Banco do Brasil, ao fundo pode se ver o prédio do SINCOR-RJ, as outras fotos são do interior do Restaurante.








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