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CENTRO - PRAÇA TIRADENTES



A Praça Tiradentes

O Largo do Rossio Grande, depois Campo dos Ciganos, em 1747 passou a ser o Campo da Lampadosa, em 1808 passou para Campo do Polé, depois de 1822 foi a Praça da Constituição e finalmente Praça Tiradentes em 1890. Praça de muitos nomes e muitos moradores ilustres, como José Bonifácio de Andrada e Silva que residiu na esquina com a Avenida Passos, onde D. Pedro I gostava de despachar. Foi um lugar de boemia, que começou com os bailes do Visconde do Ouro Seco em seu Solar e se mantém na Estudantina, a mais autêntica gafieira do Rio de Janeiro, onde os cariocas continuam a fazer a festa.

No meio da Praça foi inaugurada em 30 de março de 1862, uma estátua eqüestre de D. Pedro I, uma homenagem de D. Pedro II a seu pai. A estátua que mostra Imperador proclamando a Independência do Brasil ficou sob a responsabilidade de Louis Rochet, baseado em projeto do João Maximiniano Mafra, foi o primeiro monumento cívico do Rio de Janeiro e do Brasil. Sua minauguração foi realizada com grande pompa e contou com um concerto público de seiscentos músicos sob a regência de Francisco Manuel da Silva, autor da melodia do Hino Nacional Brasileiro.

O monumento tem em seu pedestal quatro esculturas indígenas em bronze com animais e motivos decorativos, representando os quatro maiores rios brasileiros:

  • Rio Amazonas - simbolizado por uma índia com uma criança nas costas e um índio com os pés sobre um jacaré, além de uma arara;

  • Rio Paraná - representado por um índio segurando uma flecha e uma índia tocando maracá próximos de uma anta, um tatu e duas grandes aves;

  • Rio São Francisco - com um índio sentado perto de um tamanduá bandeira e uma capivara;

  • Rio Madeira - representado por um índio com arco e flecha em atitude de disparo, com uma tartaruga, uma ave e um peixe.

O Museu Histórico Nacional possue em uma de suas exposições permanentes três estudos realizados para estas esculturas.


As três fotos mostram a Praça Tiradentes: a primeira uma vista a Praça que tem em seu centro o Monumento a D. Pedro I antes da Praça ser reformada para receber o Veículo Ligeiro Sobre Trilhos em foto tirada de 2005, as outras duas foram tiradas depois da reforma da Praça, a primeira uma vista geral e a segunda do Monumento que foi todo restaurado.

A foto acima mostra uma vista da Praça onde ficam as pontos de ônibus e uma vista da esquina com a Rua da Carioca podendo se ver ao fundo alguns edifícios do Largo da Carioca.

Ao lado duas foto do prédio da esquina com a Rua Visconde do Rio Branco. Este Palacete pertenceu ao Visconde do Rio Seco e foi a primeira construção da Praça. Foi ocupada durante 60 anos pelo Detran, mas depois ficou abandonado e em ruínas.

Com as obras da Praça o Palacete foi totalmente restaurado e reinaugurado em 22 de março de 2016 e nele foi instalado o Centro SEBRAE de Referência de Artesanato Brasileiro - CRAB. Desta forma o prédio voltou a emoldurar a Praça com sua beleza.

Numa das faces laterias do Campo dos Ciganos estendia-se um terreno desocupado, que era aproveitado pelos ciganos para o mercado de cavalos. Nele, em 1747, a Irmandade Negra da Alampadosa ou Lampadosa, ergueu a pequena Igreja de Nossa Senhora da Lampadosa. A Igreja adquiriu tanta importância que passou a designar todo o campo como - Campo da Lampadosa, até 1808. Além disto ela deu origem também à Rua da Lampadosa, atual Rua Luís de Camões.

Na porta desta Igreja, Tiradentes teve seus últimos momentos de recolhimento, a caminho da forca, que ficava localizada na esquina da Avenida Passos com a Rua Senhor dos Passos. Na foto abaixo pode se ver a Igreja da Lampadosa atualmente entre diversos prédios da Avenida Passos.

A foto acima mostra a esquina da Praça Tiradentes com a
Rua Imperatriz Leopoldina e a foto abaixo a esquina da
Avenida República do Paraguai com Rua da Carioca
mostrando prédios da Avenida Chile e o Rio Hotel que
fica localizado na Rua Silva Jardim.

As duas primeiras fotos acima mostram duas esculturas que hoje enfeitam a Praça: em frente ao prédio do CRAB representando a
Justiça e do outro lado próximo à Rua da Constituição a Liberdade. A terceita foto mostra o Rio Hotel que está localizado na esquina
com a Rua da Carioca e da Rua Silva Jardim.

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Monumento a D. Pedro I - I Imperador do Brasil

As duas fotos acima são do Monumento a D. Pedro I tiradas em 2005.

O Monumento a D. Pedro I em 2018 depois da Praça Tiradentes reformada e o Monumento restaurado.

O Monumento a D. Pedro I em três diferentes ângulos.

As cinco fotos em sequência mostram detalhes das esculturas do Monumento a D Pedro I: a primeira detalhe da Estátua de D. Pedro a cavalo;
a segunda a alegoria ao Rio Madeira; a terceira ao Rio São Francisco; a quarta ao Rio Amazonas e a quinta ao Rio Paraná.

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Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro

A Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro, é uma igreja protestante, calvinista presbiteriana, vinculada ao Presbitério do Rio de Janeiro. A organização da Igreja Prebisteriana no Rio de Janeiro data de 1862. Seu prédio é classificado como Patrimônio Histórico da Cidade do Rio de Janeiro, é o único prédio em Estilo Neogótico no Centro do Rio de Janeiro, inspirado na Catedral de Saint-Pierre de Genebra.

Os primeiros presbiterianos chegaram ao Rio de Janeiro em 1859. Sua primeira sede situava-se na Rua do Ouvidor, posteriormente foi instalada na Rua 7 de Setembro, na Rua Regente Feijó e no Campo de Santana. Em 1870 foi comprado o terreno na então Rua da Barreira, hoje Rua Silva Jardim. O primeiro templo construído no local datava de 1874, mas o tempo não foi favorável à manutenção desta construção, o prédio passou por diversas reformas ao longo do Século XX.

A Catedral tem ao fundo o Prédio do Conjunto Cultural da Caixa Econômica Federal e a Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro, que ficam na Avenida Chile.

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Teatro João Caetano e Teatro Municipal Carlos Gomes


Prédio do Teatro João Caetano em 2011.

Na Praça Tiradentes estão localizados dois importantes Teatros da cidade: o Teatro João Caetano e o Teatro Carlos Gomes.

O Real Teatro de São João foi inaugurado em 12 de outubro de 1813, em 1824 nele foi promulgada, com a presença do Imperador e da Imperatriz, a Primeira Constituição Brasileira, mas no momento da solenidade o teatro pegou fogo. Foi reconstruído e reinaugurado por D. Pedro I, em 1826, passando a chamar-se Teatro São Pedro de Alcântara. Em 1838 foi arrendado por João Caetano, o maior artista do século XIX, mas tornaria a ser destruído pelo fogo em 1851 e em 1856. João Caetano o reconstruiu em 1857. Em 1929 foi demolido e reconstruído em Estilo Art-deco e finalmente em 1986 foi reformado e ganhou sua foram atual.

Uma tradição popular diz que o Teatro foi consumido por três incêndios, porque em sua construção original utilizou material que estava destinado à construção da Nova Sé e que se encontrava abandonado no Largo de São Francisco, portanto este material não deveria ser utilizado num Teatro, porque era destinado a uma Catedral.

Vista dos Teatro João Caetano de frente para a Praça Tiradentes em dois visuais distintos, em 2011 e em 2018. Ao lado vista da parte de trás do Teatro João Caetano, tirada da Rua Luís de Camões.


O Teatro Carlos Gomes foi inaugurado em 1872, com o nome de Theatro Casino Franco-Brésilien ou Teatro Cassino Franco Brasileiro e apresentava números de café-concerto para entreter os hóspedes do vizinho Hotel Richilieu. Em 1880, foi reformado e passou a ser denominado Teatro Sant'Anna, em homenagem ao nome da esposa do novo proprietário. Após o falecimento do proprietário, seus herdeiros o venderam e o teatro passou por uma grande reforma, para ser novamente reinaugurado, em janeiro de 1905, então com o nome de Teatro Carlos Gomes, em homenagem ao compositor brasieliro Carlos Gomes.

Em 1929, o teatro sofreu o primeiro de seus incêndios que o destruiu completamente e o prédio foi, então, reconstruído em Estilo Art Déco. O segundo incêndio foi em 1950 e apesar dos estragos, a obra foi rápida e o teatro foi reaberto no mesmo ano. Passada uma década, um curto-circuito provocou o terceiro incêndio, mas o Carlos Gomes reabriu um ano depois, totalmente reformado: novas poltronas, modernas instalaçõles elétricas e um palco maior. Na década de 80, o teatro sofreu a ameaça de ser derrubado para que fosse construído no local um grande apart-hotel. Após muita mobilização, o tombamento do Teatro foi sancionado em 1984 e em 1988 ele foi transferido para a Prefeitura do Rio de Janeiro e novas reformas tiveram início, até ser entregue ao público em 1993.

Em sua última reforma, ganhou decoração sofisticada, confortáveis poltronas, sistema acústico e de refrigeração e componentes técnicos de última geração, bem como equipamentos de segurança e novos camarins. Em 2002, o Carlos Gomes foi mais uma vez reinaugurado, renovando também sua programação que passou a oferecer, além de peças teatrais, concertos, recitais, espetáculos de dança, seminários e serviços de aluguel para eventos corporativos. Todo primeiro sábado do mês, em integração com o "Circuito Tiradentes Cultural", o teatro fica de portas abertas para visitas guiadas às dependências internas, oferecendo um espetáculo à parte.

A primeira foto acima mostra o prédio do Teatro Carlos Gomes em 2005 tirada de frente, a segunda foto mostra o mesmo teatro
tirada da Praça Tiradentes em 2018, após as obras na Praça para a passagem do VLT, o Teatro fica na esquina com a Rua D.Pedro I.
As fotos abaixo mostram o Teatro após sua última reforma, á noite todo iluminado.

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Real Gabinete Português de Leitura


Placa em mármore com um pouco da História do Real Gabinete Português de Leitura.

O Real Gabinete Português de Leitura foi criado em 1837 por ilustres imigrantes portugueses. O prédio atual foi construído pelo arquiteto Raphael da Silva Castro, entre 1880 e 1887, no chamado Estilo Néo-Manoelino ou Néo-Gótico Português evocando a grandeza das conquistas provenientes da expansão marítima e do Descobrimento do Brasil. Nele se destacam os diversos elementos decorativos, nos quais foram utilizados pedra lavrada, vidros policromados e ferro.

Possue fachada de pedra de lioz, trazida de Portugal, sobressaindo nela as mísculas com estátuas de Pedro Álvares Cabral, Luís de Camões, Infante D. Henrique e Vasco da Gama. Foi inaugurado pela Princesa Isabel, em 1887 e nele se realizaram as primeiras sessões da Academia Brasileira de Letras sob a Presidência de Machado de Assis. Recebeu o título de "Real" em 1906.


Vista da fachada do Real Gabinete Português de Leitura.

O Real Gabinete possue como acervo 350.000 volumes, com obras raras do século XVI e XVII, entre as quais: a edição "princeps" de "Os Lusíadas", de 1572; as "Ordenações de D. Manuel", editadas em 1521; cartas e manuscritos de Machado de Assis, a obra "Amor de Perdição" de Camilo Castelo Branco, o "Dicionário da Língua Tupi" de Gonçalves Dias; além de jornais, revistas e vasta correspondência de escritores. Possui ainda uma importante coleção de numismática; pinturas e esculturas de Rodolfo Bernardelli, Teixeira Lopes e outros.

Em 1975 lançou o primeiro número de sua Revista, a "Convergêrncia Lusíada" com o objetivo de reunir ensaios sobre o diálogo luso-brasileito em diversas áreas do saber, hoje a Revista continua a existir e possue uma versão on-line.



Acima vista do prédio do Real Gabinete Português de Leitura
tirada da calçada do Teatro João Caetano e ao lado um detalhe
de sua imponente clarabóia.

Uma visita ao Real Gabinete Português
de Leitura
.


A Sala de Leitura.


Detalhes da decoração.


O mobiliário.

Busto de Luís de Camões.


A clarabóia.

Objetos decorativos.

Objetos decorativos.

Edição de "Os Lusíadas".

"Anais da Revolução Nacional"

Relógio.

O teto e o lampadário.

Detalhes da decoração.

Escadaria.


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