Centro Rua 1º de Março Esplanada Castelo Praça XV de Novembro Largo da Carioca Praça da República Av. Presidente Vargas Largo de S. Francisco
Avenida Rio Branco Praça Mauá Praça Marechal Âncora Lapa Santa Teresa Avenida Chile Praça Tiradentes

CENTRO - AVENIDA RIO BRANCO

CINELÂNDIA I



Praça Marechal Floriano Peixoto

A imensa praça que se encontra ao final da Avenida Rio Branco, ficou conhecida como Cinelândia, porque a partir da década de 20, concentrou as melhores salas de cinema do Rio, por idealização de Francisco Serrador. Na verdade seu nome é Praça Marechal Floriano Peixoto, mas já se chamou Largo da Mãe do Bispo, porque nela morava a mãe de influente prelado da cidade.

Neste local existia o Convento da Ajuda, construído em 1750, quando era Governador, o Conde de Bobadela, Gomes Freire de Andrada. O Convento viu nascer a Avenida Central, mas desapareceu em 1911, em seu claustro ficava localizado o Chafariz das Saracuras, obra de Mestre Valentim, que foi desmontado e hoje se encontra na Praça General Osório, em Ipanema.

A Cinelândia foi o foco do Ecletismo no Brasil, este estilo foi caracterizado pela grande liberdade do artista para a criação, mas se o conjunto da Cinelândia representa o Ecletismo carioca, o Teatro Municipal do Rio de Janeiro, que nela se encontra, representa sua síntese e o melhor exemplo do que foi o projeto republicano para a capital do Brasil.




Vista da Cinelândia e da Avenida Rio Branco,
em 1911, quando ainda existia o Convento da Ajuda.
Foto de Augusto Malta.



Vista geral da Cinelândia e da Avenida Rio Branco,
tirada da Avenida Beira Mar.



No meio da praça está um Monumento ao Marechal Floriano Peixoto, erguido em 1910 em homenagem ao segundo
Presidente da República, é uma obra do artista Eduardo Sá, fundido em Paris e que retrata importantes momentos da
história do país: 1500; 1822; 1888 e 1889, e possue frases que simbolizam o ideal positivista.



Vista geral da Cinelândia, vendo-se ao
fundo o Teatro Municipal do Rio de Janeiro
e prédios da Avenida Rio Branco com destaque
para o Edifício Lineo de Paula Machado.



Estátua de Carlos Gomes, em frente ao
Teatro Municipal e em segundo plano o
Monumento ao Marechal Floriano Peixoto.




Vista dos prédios da Cinelândia onde convivem
prédios remanescentes da Avenida original
e prédios bem altos construídos mais recentemente.



Edifício Amadeus Mozart ao lado
da Câmara dos Deputados, sua construção
é dos anos 20, mas foi completamente
restaurado na década de 90. Em seu térreo
fica o tradicionalíssimo Bar Amarelinho.

Vista de prédios na Cinelândia.


Prédio Odeon, construído em 1925,
onde funciona o cinema com o mesmo nome,
tendo ao lado uma grande torre.

Retorna ao Início da Página



Teatro Municipal do Rio de Janeiro

O mais importante teatro do Rio de Janeiro e o mais luxuoso, ricamente decorado com escadarias em mármore de carrara, um belíssimo lustre de cristal e tetos com detalhes em ouro. Possue várias alegorias que evocam as artes cênicas espalhadas por sua fachada, seu interior e em sua cúpula. Seu interior possui: uma alegoria da Verdade em carrara esculpida pelo escultor Injalbert, interessantes painéis de azulejos e mosaicos e sobretudo, a pintura no teto realizada por Eliseu Visconti e bronzes de Rodolfo Bernadelli. O Teatro possui evidente referência à Ópera de Paris.

Para a sua construção foi realizado um concurso público e venceu o projeto de Arquimedes Memória e Heitor de Mello que era Art-Nouveau, mas o escolhido acabou sendo o segundo colocado, sobrinho de Pereira Passos - Francisco de Oliveira Passos em conjunto com o francês Albert Guilbert, com um projeto em Estilo Eclético. O teatro foi inaugurado em 1909, tendo levado quatro anos para ser construído.

Nada no ecletismo carioca é mais dramático do que o jogo de três cúpulas arrematadas por globos iluminados de vidro e a grande águia de asas abertas. Nada possue mais fausto que sua escadaria monumental com suas diversas qualidades de mármore multicoloridos, cariátides douradas, tapetes, brilho, luzes e cores.




Local em que foi edificado o Teatro Municipal, foto
tirada em 1903, copiada do livro "Rio de Janeiro - Uma Viagem
no Tempo" de Fernando da França Leite


Vista da fachada principal do Teatro Municipal do Rio de
Janeiro e da fachada lateral do Museu de Belas Artes.


Vistas em diversos ângulos do prédio do Teatro Municipal do Rio de Janeiro,
ornamentando a grande Praça conhecida como Cinelândia.


























Vistas do interior do Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
Acima vistas da belíssima escadaria de acesso ao Balcão Nobre com seus corrimões em mármore.
Abaixo vistas do hall do Balcão Nobre, a primeira tirada da escadaria e a segunda tirada do mesmo andar.





Vitrais da fachada do Teatro.


Painel em cima do palco, pintado por Eliseu Visconti.


Teto do teatro pintado por Eliseu Visconti e vista
do magnífico lustre.



A Orquestra Sinfônica Brasileira se preparando
para um recital.



Platéia do Teatro na apresentação do Ballet Gisele.


Cena da apresentação do Ballet Gisele com o
corpo de dança do Teatro.

Retorna ao Início da Página



Câmara de Vereadores da Cidade do Rio de Janeiro

O Palácio Pedro Ernesto, onde funciona a Câmara de Vereadores da Cidade do Rio de Janeiro, em cujas escadarias a população se reúne para protestos políticos e manifestações diversas, foi projetado pelo arquiteto Heitor de Mello e foi decorado por Eliseu Visconti, Rodolfo Bernadelli e Carlos Oswald, tendo sido inaugurado em 1923.

O prédio foi construído no local onde em 1871 foi inaugurada a Escola São José, ao lado do Convento da Ajuda, na esquina da Rua Evaristo da Veiga. Depois aí funcionou o Conselho Municipal, que pode ser visto na primeira foto da página da Avenida Rio Branco e posteriormente a Câmara Municipal.

A fachada voltada para a Praça é referenciada na arquitetura francesa da época de Luís XIV a XVI e é marcada pela exaltação da simetria.

No final da década de 1940, foi construído o Anexo da Câmara, que fica atrás do prédio principal e abriga os gabinetes dos vereadores cariocas. Destaca-se pelo aproveitamento do estreito espaço disponível e pelo projeto arquitetônico que mantem certa sintonia com o prédio histórico, dando-lhe um fundo de qualidade. Seu projeto é de Antonio de Geraldo Raposo e Samuel Albano de Aratanha.





Continua na página CINELÂNDIA II
 




Retorna à página CENTRO
Retorna ao início da página