FLAMENGO



Bairro do Flamengo

A Praia do Flamengo, que no tempo de Mem de Sá era a Praia de Uruçumirim, já se chamou Praia do Sapateiro, da Carioca, da Aguada dos Marinheiros e da Sapocaitoba. O nome de Flamengo veio dos pássaros que viviam em seus arredores chamados flamingos ou flamengos. Antes da existência da Cidade, as águas do Rio Carioca já eram bem conhecidas, porque em sua foz, os navios vinham se abastecer com água fresca, por isto se chamou Aguada dos Marinheiros. O Rio Carioca depois de serpentear do Cosme Velho, através de Laranjeiras e do Catete, passando pela atual Rua Senador Vergueiro ia desembocar na Praia perto de onde hoje termina a Rua Cruz Lima, onde os primeiros exploradores construiram uma casa de pedra que deu nome ao Rio: "casa de branco".

Somente no século XIX o Flamengo se converteu em um bairro residencial de alta categoria, mas mesmo assim ainda tinha um trecho que era praticamente o fundo dos quintais das casas da Rua do Catete e da Rua Senador Vergueiro. Com a abertura da Avenida Beira Mar, em 1905, ligando o Centro a Botafogo, a Praia começou a ganhar seu aspecto atual. Nesta época ela possuía uma murada de pedra que separava a Avenida do mar. Em 1964 a região ganhou o Aterro do Flamengo, no Governo de Carlos Lacerda. Hoje, o Flamengo é um Bairro residencial que possui mais de sessenta mil moradores e um importante comércio.



As cinco fotos mostram o Bairro do Flamengo e do Catete. A primeira tirada do Morro do Pão de Açúcar tem em primeiro plano o Morro da Urca e alcança toda a extensão da Praia do Flamengo ao longo do Aterro. Na segunda tirada do Mirante Santa Marta, pode se avistar até a Rua Pinheiro Machado, no Bairro de Laranjeiras.

A terceira tirada do Morro da Urca mostra a Avenida Rui Barbosa, depois o Aterro e ao fundo a região extendendo-se pelos Bairros do Flamengo, Catete, Glória até o Centro da Cidade. A quarta tirada de Santa Teresa alcança até o relevo de Niterói com a entrada da Baia de Guanabara, a Fortaleza de Santa Cruz de um lado e do outro o Morro Cara de Cão. A quinta também tirada de Santa Teresa mostra parte do Bairro e ao fundo o Morro Cara de Cão.

Retorna ao Início da Página



Prédios da Praia do Flamengo



O Centro Cultural Oduvaldo Vianna Filho, conhecido como Castelinho do Flamengo, foi construído pela Construtura Silva Cardoso para ser residência de seu dono. Foi inaugurado em 1916 e restaurado em 1989 e 1992, abriga atualmente um Centro Culural do Município. Foi projetado por Francisco dos Santos e possui uma requintada ornamentaçao arquitetônica.


O prédio ao lado do Castelinho é o Edifício Seabra, um
dos mais interessantes da arquitetura eclética do Bairro
do Flamento, projetado por Henri Paul Pierre Sajous.

O prédio que se destaca ao fundo é o Edifício
Tabor Loreto, modelo de art-deco do Bairro.

Nas duas primeiras fotos pode ser visto o Edifício Biarritz, magnífico exemplar da influência francesa, com especial requinte no
detalhamento. Tem destaque os balcões abaulados, com esplêndidas grades e frisos de arremate vincados de argamassa.
Foi projetado em 1940 por Henri Paul Pierre Sajous e Auguste Rendu.


Final da Praia do Flamengo, tendo ao fundo prédios
da Avenida Oswaldo Cruz.

Vista da Rua Cruz Lima onde desembocava o Rio Carioca.

Vista da Praça Cuauhtemoque, homenagem do México ao Brasil, que fica localizada ao final da Praia do Flamengo no
encontro das Avenidas Osvaldo Cruz e Rui Barbosa. Tem em seu centro uma estátua do último imperador asteca que
segue uma vertente do Art-Deco.

Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa

Quase ao final da Praia do Flamengo, no número 340, está localizado um palacete muito bonito e bem conservado, que junto com o Castelinho do Flamengo contrastam com os edifícios encontrados ao longo da Praia. Neste Palacete, que foi construído em 1920, hoje está instalada a Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa, fruto de duas histórias de amor.

Demócrito Lartigau Seabra, filho de importante família de comerciantes da época, quis dar de presente à sua esposa, Maria José, a mais bela casa do Rio de Janeiro. Para ela construiu uma residência que foi projetada por um arquiteto francês, cujo nome infelizmente não se tem conhecimento, mas pelas plantas existentes pode se supor que o projeto teve participação do arquiteto Luis de Moraes Júnior, famoso no Rio de Janeiro na época. Para sua construção Demócrito mandou vir da Europa todas as peças de acabamento e de decoração. O estilo da residência é neoclássico francês, tipologia comum na segunda metade do século XVIII, em que predominava o estilo Luiz XVI, com algumas peças decoradas no estilo Império.

A fachada principal do prédio é marcada, no seu eixo de simetria, por um corpo semicircular, coroado por uma cúpula iluminada por clarabóia em vitral e ventilada por janelas circulares. A cúpula é toda revestida de telhas de ardósia e arrematada por rica moldura feita em bronze, articulada também simetricamente com o corpo prismático do prédio.

Demócrito faleceu em 1932, mas Maria José viveu até os 95 anos na residência e faleceu em 1989, quando nela permaneceu seu filho mais velho, Carlos Alberto falecido em 2001. Com a sua morte, o palacete foi vendido para uma firma que queria demoli-lo para construção de um prédio, mas seu intento foi frustrado porque o Palacete havia sido tombado em 1997, pelo Departamento Geral do Patrimônio Cultural da Secretaria Municipal de Cultura.

Por isto, o Palacete foi revendido em 2002 para o educador e antiquário Carlos Alberto Serpa de Oliveira para nele instalar uma casa de cultura, dando-lhe o nome de sua mãe, Julieta de Serpa. Esta foi a segunda história de amor, de Carlos Alberto que manteve a residência com extremo carinho, e permitiu sua utilização por um público mais amplo que hoje pode apreciar a beleza da construção e vivenciar momentos de deleite num ambiente de sofisticação e muito bom gosto e homenageou sua mãe com um requintado projeto.

Atualmente a casa de cultura está em plena atividade, possuindo diversos ambientes: Hall; Salão Nobre; Salão D'Or; Paris Show; Pérgula Lounge; Blason e Espaço Vips. Estes ambientes são utilizados para eventos como: bodas; casamentos e aniversários ou para gastronomia e um chá diferente com apresentações teatrais a cargo da Companhia de Teatro Julieta de Serpa formada por uma equipe técnica altamente qualificada e por jovens artistas.

Vista da fachada do prédio em dois andares, tendo no segundo um belo gradil em volta da varanda, em seguida uma parte do jardim como uma das escultura e um leão ornando a entrada para a residência e para a Pérgula Lounge onde é realizado o chá especial com apresentações artísticas. Abaixo outra vista do jardim e do corredor de entrada ornado por esculturas gregas.

As três fotos acima mostram o Hall de Entrada com sua magnífica escadaria em dois lances com um vitral no meio e sua belíssima decoração.
Abaixo, a primeira foto apresenta a clarabóia que enfeita a cúpula e a segunda mostra o teto e o lustre do Salão Nobre.

As seis fotos mostram o Salão Nobre com sua decoração e suas peças de arte, em estilo Luiz XVI, este salão tem o teto guarnecido por
sancas em bronze e por florões com folhas de café em também em bronze dourado.

Retorna ao Início da Página



Avenida Oswaldo Cruz e Avenida Rui Barbosa

Avenida Oswaldo Cruz

Avenida Rui Barbosa

Retorna ao Início da Página



Meia Maratona do Rio de Janeiro

Todos os anos se realiza na cidade, no mês de agosto, a Meia Maratona do Rio de Janeiro, que reune milhares de concorrentes e desperta a atenção de grande público. A Meia Maratona parte da Praia de São Conrado e atravessa os Bairros de São Conrado, Leblon, Ipanema, Copacabana, Botafogo, e Flamengo, terminando no Aterro do Flamengo, próximo da Avenida Rui Barbosa.

Nas fotos pode ser vista a chegada de alguns concorrentes e também o grande público que assite à chegada da Meia Maratona no Aterro, além de acompanhá-la em todos os bairros de seu percurso.

As seis fotos acima mostram a Meia Maratona de 2003 e as quatro abaixo mostram a Meia Maratona de 2010, a última
mostra um dos vencedores pouco antes da chegada.



Continua na página FLAMENGO -
ATERRO BRIGADEIRO EDUARDO GOMES
 




Acesso ás Páginas da História do Rio de Janeiro
| A Descoberta | Os Franceses no Rio | Villegagnon - A França Antártica | São Sebastião do Rio de Janeiro - Uma Fundação em Etapas |
| O Rio no Final do Século XVI | O Século XVII | O Século XVIII | D. João VI no Rio | Os Impérios | A República |

Acesso ás Páginas de Encantos do Rio de Janeiro
| Baía de Guanabara | Barra da Tijuca | Botafogo | Catete | Centro | Cosme Velho | Copacabana | Del Castilho | Engenho de Dentro | Flamengo |
| Gávea | Glória | Ilha do Fundão - Cidade Universitária | Ilha do Governador | Ipanema | Jacarepaguá | Jardim Botânico |
| Lagoa Rodrigo de Freitas | Laranjeiras | Leblon | Leopoldina | Madureira | Região do Novo Porto do Rio | São Conrado | São Cristóvão | Tijuca |
| Jogos Pan-Americanos - RIO 2007 | O Rio de Janeiro nos seus 450 Anos - 1565 a 2015 | Jogos Olímpicos - RIO 2016 |