GÁVEA



História do Bairro - Gávea

O nome Gávea é originário da maravilhosa pedra de 842 m que se levanta quase à beira-praia entre a desembocadura do Rio Cachoeira e a Ponta do Marisco, integrante do Maciço da Tijuca. Este nome foi dado pelos portugueses por acharem a mesma parecida com a Gávea de um veleiro vista do alto do mar.

No Bairro da Gávea no final da década de 1920 e inicio da década de 1930 eram realizadas corridas de automóveis. Manoel de Teffé, piloto que regressava da Europa, onde teve alguns êxitos neste esporte, teve a idéia de trazer para o Brasil o circuito de corridas de automóvel, para que o evento tivesse repercussão internacional. A idéia foi aceita e levada ao então Presidente Getúlio Vargas, que prometeu todo o apoio. Na temporada oficial de turismo de 1933, o Automóvel Clube do Brasil promoveu o circuito Niemeyer - Gávea, com o título "1º Prêmio Cidade do Rio de Janeiro", no domingo 1º de outubro, que contou com a participação do piloto Chico Lande. Do trajeto do circuito, existe até hoje a Gruta da Imprensa, que é um platô destinado aos jornalistas que na época faziam a cobertura desse evento. No desenrolar de 20 anos de disputas do circuito da Gávea, houve sete interrupções motivadas por dificuldades diversas. Tal era o progresso do esporte automobilístico entre nós, que chegou a constituir manchete de sensação da imprensa internacional, fazendo famoso, em todo mundo o bairro da Gávea.

Nas três últimas décadas do Século XX o bairro da Gávea passou por profundas transformações principalmente a partir de 1970 com a inauguração do Túnel Dois Irmãos e da Auto-estrada Lagoa-Barra, que passou a cortar a parte central do conjunto residencial Condomínio Marquês de São Vicente e transformou o bairro da Gávea em passagem para aqueles que vão para a Barra da Tijuca. Com isso, o bairro passou a ser alvo constante da especulação imobiliária. Apesar dos protestos dos moradores, os edifícios comerciais e residenciais aumentaram consideravelmente. Hoje, o bairro da Gávea apesar das bruscas mudanças e do agito, se mantém ainda residencial com casas em Estilo Neo-Clássico e edifícios em estilo moderno e pós moderno se contrapondo. O bairro da Gávea é um importante centro cultural com diversos pontos turísticos.

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O Bairro da Gávea

Na primeira foto pode se ver o Jockey Clube Brasileiro, o Pico dos Dois Irmãos, a Pedra da Gávea e
o Bairro da Gávea. Na segunda o Bairro da Gávea e parte do Leblon.

As duas fotos acima e a primeira abaixo, tiradas do Morro do Corcovado no Parque Nacional da Tijuca, mostram o Bairro da Gávea. A segunda abaixo mostra a Praça Santos Dumont, em frente à sede do Jockey Clube Brasileiro. Esta praça já se chamou Largo das Três Vendas e foi ponto terminal da primeira concessão de bondes puxados a burro, a Companhia Ferro-Carril do Jardim Botânico, que ali chegou em 1871. Neste ponto começava o caminho que se fazia, a pé, na segunda metade do Século XIX, para chegar ao Quilombo do Leblon.


Vista do prédio da sede do Jockey Clube Brasileiro, modelo do Estilo Eclético na Cidade.

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O Parque da Cidade

O Parque da Cidade fica localizado ao final do Bairro da Gávea, na Estrada de Santa Marinha. É uma reserva ambiental com cerca de 470.000 m2 que oferece aos visitantes espaço para lazer, trilhas e lagos com importantes exemplares de fauna e flora nativa. O local foi uma propriedade privada onde residia o Marquês de São Vicente - José Antônio Pimenta Bueno. Em 1939 já de propriedade da família Guinle, o local foi transferido para o Distrito Federal e passou a ser um parque público.

No prédio de residência do Marquês, funcionou desde 1948 o Museu Histórico da Cidade com um acervo de cerca de 20.000 peças, incluindo esculturas de Mestre Valentim e pinturas de Debret, mas este Museu encontra-se, já há alguns anos, desativado.

O andar térreo do casarão é uma construção de 1809, recebeu o segundo andar ao final do século XIX. Sua peculiaridade está no acréscimo feito por volta de 1902, que consiste das varandas cobertas sustentadas por uma estrutura metálica. O híbrido resultante mantém o núcleo compacto e maciço da construção tradicional luso-brasileira em contraste com a transparência arrojada das varandas obtidas pelas finas colunas de ferro fundido.





Vistas do casarão com suas varandas e seu jardim, podendo se ver algumas esculturas externas que ainda conservam
sua beleza e a capela que servia à residência.
















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