ILHA DO GOVERNADOR



Ilha do Governador - Sua História

A atual Ilha do Governador foi descoberta em 1502 por navegadores portugueses, na época ela era habitada pelos índios Temiminós que chamavam-na de Ilha de Paranapuã. Os índios Tamoios inimigos dos Temiminós chamavam-na de Ilha dos Maracajás ou Ilha dos Gatos, espécie de grandes felinos, então abundantes na região. Os Tamoios conseguiram ocupar a Ilha e expulsaram os antigos habitantes, ajudados pelos traficantes franceses de pau-brasil, que foram definitivamente expulsos do Rio de Janeiro em 1567, pelos portugueses. Martin Afonso Araribóia, guerreiro e cacique Temiminó que lutou ao lado dos portugueses na Invasão Francesa ao Rio de Janeiro nasceu na Ilha.

O nome Ilha do Governador surgiu somente a partir de 5 de setembro de 1567, quando o Governador Geral Mem de Sá doou ao seu sobrinho, Salvador Correia de Sá então Governador e Capitão-general da Capitania Real do Rio de Janeiro grande parte de seu território. A Ilha pertenceu à família Correia de Sá, que foi grande produtora de cana-de-açúcar por quase três Séculos. Um engenho produzia açúcar que era exportada para a Europa.

No Século XIX, o Príncipe-Regente D. João utilizou o seu espaço como campo de caça e cria, por decreto, a "Coutada Real". O desenvolvimento da Ilha do Governador, entretanto, só ocorreu a partir da ligação regular da Ilha com o continente, efetuada por barcas a vapor com atracadouro na Freguesia desde 1838 e posteriormente por outros atracadouros que foram surgindo integrando a área à economia do café e à atividade industrial.

No início do século XX, os bondes chegaram à Ilha, efetuando a ligação interna de Cocotá à Ribeira, e depois ao Bananal e outros pontos. Foi nesta época que se instalaram na Ilha unidades militares: a Base Aérea do Galeão, os quartéis dos Fuzileiros Navais e a Estação de Rádio da Marinha, época em que o bairro se constituía num balneário para a classe média da cidade do Rio de Janeiro.

Em 1981, o Prefeito Júlio Coutinho, ao tempo do Governador Chagas Freitas, declarou o bairro da Ilha do Governador oficialmente extinto e transformado nos seus atuais quatorze bairros oficiais: Bancários; Cacuia; Cocotá; Freguesia; Galeão; Jardim Carioca; Jardim Guanabara; Moneró; Pitangueiras; Portuguesa; Praia da Bandeira; Ribeira; Tauá e Zumbi.

O grande marco do desenvolvimento da Ilha foi a construção das pontes: uma ligando a Ilha do Governador à do Fundão e a segunda ligando o Fundão ao continente, em 1949. A mais importante via de deslocamneto da Ilha é a Estrada do Galeão, com a Linha Vermelha o acesso a outros pontos da cidade foram muito facilitados. Em junho de 2014 a Ilha recebeu a TranCarioca que liga o Aeroporto Antônio Carlos Jobim à Barra da Tijuca através dos Bus Rapid Transit - BRT.


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Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim - Galeão

A Base Aérea do Galeão foi instalada na Ilha do Governador na primeira década do Século XX, em 1948, o Ministro Salgado Filho deu novas dimensões à Base, projetando a ponte que ligaria a Ilha ao continente. Em 1952 foi inaugurado o Aeroporto do Galeão, ampliado em 1977 para atender linhas internacionais passou a ser o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro. Maior complexo aeroportuário da época, com capacidade inicial para seis milhões de passageiros/ano, o antigo Galeão passou a operar como Terminal de Cargas.

O nome "Galeão" tem origem no navio o "Galeão do Padre Eterno", construído em um estaleiro montado na região. Em 1665, o "Galeão", na época a maior embarcação do mundo, fez sua primeira viagem para Lisboa.

O Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, depois chamou-se Aeroporto Internacional do Galeão e atualmente recebeu o nome de Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim. É formado por dois Terminais de Passageiros, um Terminal de Cargas da INFRAERO - TECA, um Terminal da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, um Terminal de Cargas da VARIG LOG e um Hangar Industrial da Varig Engenharia e Manutenção. Como é um aeroporto civil e militar, ainda conta com o chamado "Galeão Velho" para operações do Correio Aéreo Nacional - CAN e para recepção e entrega de carga junto às empresas transportadoras de carga aérea. As aeronaves militares que pousam no Tom Jobim, têm como destino o pátio militar, localizado na Base Aérea do Galeão.

O uso residencial do Bairro do Galeão hoje se restringe às Vilas Oficiais dos Militares e às favelas: Vila Joaniza; do Caricó e da Águia Dourada. O restante é ocupado por instalações militares e grande reserva florestal pertencente à Aeronáutica.



Vista do Aeroporto Internacional feita da Linha Vermelha

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Torre de Controle do Aeroporto

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Vistas dos prédios do Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim - Galeão de diferentes ângulos
















Saída do Aeroporto Antônio Carlos Jobim pela Estrada
Vinte de Janeiro.


Vista do corredor que liga os dois terminais.

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TransCarioca


A TRANSCARIOCA é uma Via Expressa que liga a Barra da Tijuca até a Ilha do Governador no Aeroporto Internacional Tom Jobim ao longo de 39km de extensão, 45 estações e 14 bairros. Esta Via Expressa foi inaugurada em 1o de junho de 2014, mas ainda está em implantação, corta transversalmente a cidade, atravessando bairros importantes do subúrbio carioca, como: Curicica; Taquara; Tanque; Praça Sec;, Campinho; Madureira; Vaz Lobo; Vicente de Carvalho; Vila da Penha; Penha; Olaria e Ramos.

Em seu percurso, deverá utilizar obras de infraestrutura que já estão prontas ou em construção como o Mergulhão Clara Nunes, em Campinho e a duplicação do Viaduto Negrão de Lima em Madureira que prepara o bairro para a chegada dos Bus Rapid Transit - BRT conhecidos como Ligeirões.

O mapa ao lado é da TRANSCARIOCA copiado do site: http://www.rioonibusinforma.com/transcarioca-rio-onibus-investe-na-melhoria-da-mobilidade-dos-cariocas/


As sete fotos do conjunto mostram a construção
do Elevado da TransCarioca, por onde passará o
BRT na Ilha do Governador até chegar à Estrada
Vinte de Janeiro que acessa o Aeroporto, onde fica
localizada a última Estação da TransCarioca.
Este Elevado possui dois arcos estaiados.








As duas fotos acima mostram os detalhes dos estais da Via Expressa TransCarioca nos pontos em que eles se fixam na estrutura da
Ponte. A primeira foto abaixo mostra a fixação dos estais no arco. A segunda foto mostra a Estrada do Galeão na curva que acessa a
Avenida Vinte de Janeiro, que leva ao Aeroporto, ao lado pode se ver o Elevado da TransCarioca.




As foto abaixo e a do lado mostram os arcos
do Viaduto da TransCarioca, a segunda ao lado mostra
a Estrada do Galeão em paralelo na curva que leva a
o Aeroporto, após a ianuguracção dia 2 de junho de 2014.





As duas fotos mostram a descida da Via Expressa e a Estrada do Galeão quando se vai acessar a Avenida Vinte
de Janeiro no caminho para o Aeroporto.



Terminal de ônibus na entrada da Ilha do Governador, serve para ônibus comum e também para os Bus Rapid Transit - BRT
da TransCarioca, mostrado na segunda foto. As fotos foram tiradas da Linha Vermelha.

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Via Expressa Presidente João Goulart - Linha Vermelha

A Via Expressa Presidente João Goulart popularmente conhecida como Linha Vermelha, é uma via que foi baseada no projeto do arquiteto grego Constantino Doxiádis no chamado de Plano Doxiadis, concebido quando Carlos Lacerda era Governador do Estado da Guanabara, da mesma foram que a Linha Amarela que com ela se encontra da Ilha do Fundão. No entanto sua construção só foi realmente concretizada em 1992, no mandato do Governador do Estado do Rio de Janeiro Leonel Brizola.

Recebeu inicialmente o nome de Avenida Tiradentes e, posteriormente, o nome do ex-presidente brasileiro João Goulart. Essa via é um importante acesso ao Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim e à Cidade Universitária na Ilha do Fundão que pode ser dizer que foi a sua grande beneficiária. Tinha também como objetivo diminuir o trânsito da Avenida Brasil, no trecho da saída da Rodovia Presidente Dutra até São Cristóvão. Devido a falhas no projeto inicial e à falta de um controle de tráfego eficiente, a estimativa efetiva de fluxo de veículos foi bastante subestimada.

A Via Expressa liga os Municípios do Rio de Janeiro e São João de Meriti, atravessando o Município de Duque de Caxias. Sua inauguração foi feita em 2 etapas: a primeira delas foi em 30 de abril de 1992, em um trecho de 7 km entre o bairro de São Cristóvão e a Ilha do Fundão. Em 11 de setembro de 1994, o segundo trecho de 14 km entre a Ilha do Fundão e a Rodovia Presidente Dutra foi aberto ao trânsito. Atende ao deslocamento dos Município de: Belford Roxo; São João de Meriti; Nova Iguaçu; Mesquita e Duque de Caxias até o Centro da cidade do Rio porque se liga à Avenida Presidente Vargas. Atende a Zona Sul através do Viaduto Engenheiro Freyssinet e do Túnel Rebouças e à Zona Norte na Tijuca e em São Cristóvão.

P atravessar diversas áreas carentes, é, atualmente, conhecida pelos frequentes atos de violência que ocorrem em seu entorno, pois ela é margeada por aproximadamente 18 favelas, todas repletas de atividade criminal do tráfico de drogas. Em fevereiro de 2007, a administração da via expressa foi transferida para a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro.

Infelizmante a Via convive com um problema crônico devido a alguns trechos terem sido construídos em solo instável, criando uma tendência à avenida entortar e afundar ao longo do tempo, nestas partes, mas quando acontece o problema tem sido resolvido. Apesar de algumas dificuldades é inegável as melhorias que a Via trouxe à Cidade e a todos que a utilizam.



As fotos do conjunto mostram a Linha Vermelha. A primeira acima tirada da pista da direita mostra a pista rumo ao Centro e em segundo plano a área da Leopoldina. A segunda passa próximo da Ponte do Saber tendo ao fundo prédios da Ilha do Fundão.

A terceira passando pelo Hospital Universitário Clementino Fraga Filho. As duas seguintes mostram o Hospital Universitário visto da pista rumo ao Centro.








As fotos do conjunto continuam mostrando a Linha Vermelha. A primeira acima o Hospital Universitário visto da pista rumo ao Centro, as outras rumo ao Centro pode se ver cada vez mais próxima a Ponte do Saber.





As fotos acima continuam mostrando a Linha Vermelha em direção ao Centro já chegando à travessia da Avenida Brasil.



As duas fotos acima mostram a Linha Vermelha e foram tiradas: a primeira saindo da Ponte do Saber e atravessando a Linha Vermelha,
pode se ver também o Complexo da Maré e a segunda atravessando a Ponte Oswaldo Cruz para entrar na Linha Amarela.


Acesso ás Páginas da História do Rio de Janeiro
| A Descoberta | Os Franceses no Rio | Villegagnon - A França Antártica | São Sebastião do Rio de Janeiro - Uma Fundação em Etapas |
| O Rio no Final do Século XVI | O Século XVII | O Século XVIII | D. João VI no Rio | Os Impérios | A República |

Acesso ás Páginas de Encantos do Rio de Janeiro
| Baía de Guanabara | Barra da Tijuca | Botafogo | Catete | Centro | Cosme Velho | Copacabana | Del Castilho | Engenho de Dentro | Flamengo |
| Gávea | Glória | Ilha do Fundão - Cidade Universitária | Ilha do Governador | Ipanema | Jacarepaguá | Jardim Botânico |
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