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TIJUCA - OS BAIRROS DA GRANDE TIJUCA I



Bairro do Catumbi e do Rio Comprido

Catumbi era um rio nascido em Santa Teresa, em torno do qual nasceu um Bairro típico de ricos proprietários de terra e escravos. Nele foi instalado o primeiro cemitério brasileiro a céu aberto, destinado a não-indigentes, da Irmandade de São Francisco de Paula. O Catumbi e o Rio Comprido se comunicavam pela estrada do Catumbi, hoje Rua Itapiru, nome que recebeu depois do combate na Guerra do Paraguai, no qual perdeu a vida o Coronel Villagran Cabrita. No Catumbi foi iniciado o culto a Nossa Senhora da Salete, que possue no Bairro uma linda Igreja , exemplo da arquitetura em Estilo Néo-Gótico.

O Bairro do Rio Comprido, onde esteve o Quartel General do Exército no tempo de D. João VI, era como Botafogo um Bairro das preferências dos ingleses, que nele dispunham de casa própria ou viviam em pensões de compratriotas, rodeados de vastos parques, deve seu nome ao Rio Comprido que corria atrás dos quintais da Rua Aristides Lobo, onde tinha chácara e residência o Visconde de Jequitinhonha.

No Largo do Rio Comprido ficava o Solar do Conde de Estrela e em suas terras foi aberta a Rua da Estrela. A chácara mais famosa do Bairro era a Casa do Bispo, sua mais longa rua era a Rua Bela Vista, que depois recebeu o nome de Rua Barão de Itapagipe, em homenagem ao Marechal Francisco Cabral Xavier da Silva, português de nascimento e que possuía uma chácara nesta rua, nela vivia também o Conde de Sucena dono de uma casa de artigos religiosos, num solar, onde hoje está instalado o Hospital da Aeronáutica. A chácara de Haddock Lobo ficava entre a Rua da Estrela e o trecho inicial da Rua Barão de Itapagipe.

Os Bairros do Catumbi e do Rio Comprido tiveram sua urbanização iniciada antes da Tijuca, em 1812. A Avenida Paulo de Frontim já foi uma rua de grande importância e de belas residências, mas desvalorizou-se com a construção, passando pelo seu centro e em toda a sua extensão, do Elevado Engenheiro Freyssinet, conhecido como Viaduto da Paulo de Frontim.


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Elevado Engenheiro Freyssinet

O Elevado Engenheiro Frayssinet liga a Zona Norte, Rio Comprido à Zona Sul, Lagoa, através dos Túneis André e Antonio Rebouças. Ele permite saídas em direção à Ponte Rio-Niterói e à Avenida Brasil. Em um grande trecho, ele acompanha todo o traçado da Avenida Paulo de Frontin, no bairro do Rio Comprido. A construção desse viaduto foi um dos principais fatores que causaram a desvalorização do bairro do Rio Comprido.

Seu nome foi dado em homenagem ao engengheiro e arquiteto francês, considerado "o pai do concreto protendido". Eugène Freyssinet não foi o primeiro engenheiro a fazer estruturas com concreto protendido, entretanto, pode-se afirmar que Freyssinet soube usar a técnica de maneira magnífica. Logo após o final da Segunda Guerra Mundial, ele construiu seis pontes de concreto protendido sobre o rio Marne. O concreto protendido permiti construir obras com maior capacidade de esforços solicitantes, além de ser mais econômico.

Em 20 de novembro de 1971, um trecho de 122 metros do elevado desmoronou durante a fase final de sua construção. Um caminhão betoneira carregado com oito toneladas de concreto passava por cima do elevado no momento do desabamento. Os escombros esmagaram um ônibus e alguns automóveis que cruzavam a Avenida Paulo de Frontin pela Rua Haddock Lobo, matando seus ocupantes. A tragédia deixou 26 mortos e 22 feridos.

O trecho desmoronado foi reconstruído ao mesmo tempo em que se realizou o reforço estrutural de todo o viaduto. Aproveitando estas intervenções, o governo do antigo Estado da Guanabara decidiu estendê-lo por quase dois mil metros, até a altura do Campo de São Cristóvão. Com a abertura da Via Expressa Presidente João Goulart, mais conhecida como Linha Vermelha o Elevado passou a fazer parte dela e da ligação da Baixada Fluminense até a Zona Sul da cidade.






As duas fotos acima mostram o Elevado Engenheiro Freyssinet, tiradas do Morro do Corcovado. A primeira logo após a saída do
Túnel Rebouças e a segunda cortando toda a extensão da Avenida Paulo de Frontim e continuando seu trajeto rumo ao encontro
com a Linha Vermelha em São Cristóvão.

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Casa do Bispo

A Casa do Bispo, que fica na Avenida Paulo de Frontim foi uma das mais belas e nobres residências rurais de todo o Brasil. Sua construção, do início do século XVIII é atribuida ao engenheiro José Fernando Pinto Alpoim. Foi construída para o segundo Bispo do Rio: D. Frei Francisco de São Jerônimo, em terras que pertenciam à Sesmaria dos Jesuítas, na Fazenda do Rio Comprido pertencente ao Reitor do Colégio da Companhia, para servir de casa de campo e chácara para recreio do Bispo.

Depois de passar por várias mãos, em 1765, foi adquirida por Francisco Xavier de Carvalho que a doou ao sexto Bispo da Cidade: Frei Antonio do Desterro. A casa foi legada pelo Bispo ao Bispado da cidade, que em 1873 ali instalou o seu Seminário Maior.



A partir de 1891 e até poucos anos atrás, nela funcionou o Seminário São José. A casa foi tombada pelo Patrimônio Histórico em 1938, em 1980 foi restaurada e hoje pertence à Fundação Roberto Marinho e está sendo utilizada como espaço de arte.

O conjunto original era formado pela casa e por uma capela, ligada à casa por um passadiço, que pode ser visto na gravura de Thomas Ender, de 1817, copiada do livro: A História dos Bairros - Tijuca, editado por João Fortes Engenharia, mas a capela e o passadiço não sobreviveram até nossos dias.






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Igreja de São Pedro




A Igreja de São Pedro localizada na Avenida Paulo de Frontim é a mais importante do Bairro do Rio Comprido. A primeira foto motra a frente da Igreja voltada para a Avenida Paulo de Frontim. A segunda mostra a Igreja numa vista do Bairro tirada de um edifício na Rua Barão de Itapagipe. As outras duas fotos mostram o interior da Igreja.


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Bairro da Praça da Bandeira


A primeira foto mostra a Rua Mariz e Barros na região próximo à Rua Ibitutuna. A segunda é da Basílica de Santa Terezinha do Menino Jesus, fundada em 15 de outubro de 1926, inspirada na Igreja de Gesú, de Roma. Em 1947 foi elevada à condição de Paróquia e logo depois recebeu a designação de Basílica porque abriga os restos mortais de São Justino, martirizado pelo Imperador Adriano de Roma. A Basílica se caracteriza pelo fato de que nela o Papa pode celebrar missas e todas tem no altar um lugar reservado para o Sumo Pontífice.



Vistas do Hospital Graffrée e Guinle, inaugurado em 1929 por vontade da família Guinle associada a Cândido Graffée, com
o objetivo de tratar de doenças sexualmente transmitidas, porque na época não existia no Brasil um hospital que recebesse
estes enfermos. Em 1975 o Hospital passou a pertencer à Faculdade de Medicina e Cirurgia da UNIRIO. As fotos mostram
a parte do Hospital e sua Capela que estão na Rua Vicente Licínio, a frente do Hospital fica na Rua Mariz e Barros.

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Instituto de Educação

O tradicional Instituto de Educação do Rio de Janeiro, que funciona no imponente prédio localizado na Rua Mariz e Barros 273, têm uma História que remonta a mais de um Século quando foi criada, pelo Decreto Imperial de no 7684, a Escola Normal da Corte do Brasil no longínquo 6 de março de 1880.

A Escola só foi instalada em 5 de abril do mesmo ano com a presença do Imperador D. Pedro II e da Imperatriz D. Teresa Cristina e muitas outras personalidades, de maneira provisória nas instalações do Imperial Colégio Pedro II, no centro da cidade. Seu objetivo era formar professores para o 1o e 2o graus do ensino. Nesta época já contava com 175 alunos matriculados e seu primeiro Diretor foi Bejamim Constant Botelho de Magalhães.

Em 1888 com o nome de Escola Normal, ela foi transferida para a Escola Central que funcionava no Largo de São Francisco e depois para a Escola Técnica Rivadávia Corrêa onde permaneceu até 1914 quando passou a funcionar na Escola Pedro Varela, que foi demolida para a construção do Metrô, ficava localizada na Rua Joaquim Palhares.


No dia 11 de outubro de 1930, a Escola Normal ganhou a sua sede definitiva, na Rua Mariz e Barros, num prédio majestoso em Estilo Neocolonial carioca, escolhido em um concurso que especificava a opção estilística do projeto. O projeto vencedor foi de Ângelo Brunhs e José Cortez e foi construído entre 1928 e 1930 pela Sociedade Comercial e Construtora Ltda..

O prédio fica me torno de um pátio em forma de claustro e tem o centro arrematado por uma fonte. As fachadas apresentam elementos decorativos inspirados na arquitetura do período colonial executados em argamassa.

Em 19 de março de 1932 a Escola passou a chamar-se Instituto de Educação pelo Decreto no 3810.

Durante muitos anos o Instituto de Educação formou milhares de professores cariocas, que em suas salas utilizavam o tradicional e sempre impecável uniforme das "normalistas": blusa branca e saia plissada azul, que foi instituído em 1915.

O Instituto de Educação foi por muito tempo a única escola da cidade que formava professores, a segunda foi a Escola Normal Carmela Dutra, nome dado em homenagem à esposa do Presidente Eurico Gaspar Dutra. No início dos anos de 1960, já como então Estado da Guanabara foram criadas mais quatro escolas: a Escola Normal Heitor Lira na Penha; a Escola Normal Julia Kubitschek no Centro da cidade, a Escola Normal Sara Kubitschek em Campo Grande e a Escola Normal Inácio Azevedo Amaral no Jardim Botânico.

No dia 10 de setembro de 1997, através do Decreto no 23.482 o Instituto de Educação foi transferido pelo Governo do Estado para a Fundação de Apoio à Escola Técnica - FAETEC, vinculada à Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia.

Posteriormente, em 3 de junho de 1998, com as mudanças na Lei de Diretrizes e Bases, estabelecendo que o professor de 1a a 4a série deve ter formação superior ele passou a denominar-se Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro e no mesmo ano em 18 de setembro o Governo instituiu o Colégio de Aplicação – CAP/ISERJ.






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Rua Ibituruna


Na Rua Ibituruna ficam: a Universidade Veiga de Almeida,
mostrada nas três primeiras fotos e o Abrigo Santa Teresa.




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DA GRANDE TIJUCA II
 




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