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TIJUCA - PARQUE NACIONAL DA TIJUCA I



História do Parque Nacional da Tijuca

O Parque Nacional do Rio de Janeiro foi criado em 6 de julho de 1961, unificando as antigas Florestas Protetoras da União: da Tijuca, Paineiras, Corcovado, Pedra da Gávea, Trapicheiro, Andaraí, Três Rios e Covanca, presentes no Maciço da Tijuca, no Estado da Guanabara, em uma única área protegida, de aproximadamente 3.200 ha. Quando da sua criacão, o Parque Nacional do Rio de Janeiro era subordinado ao antigo Servico Florestal do Ministério da Agricultura, mas em 8 de fevereiro de 1967, o nome do parque mudou para Parque Nacional da Tijuca e em 23 de fevereiro de 1972, passou a responsabilidade administrativa do Parque para o antigo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal - IBDF.

O Parque Nacional da Tijuca foi declarado Patrimônio da Humanidade e Reserva da Biosfera pela Unesco, em 1991. A área atual, de 3.958,47 ha, deve-se a uma ampliacão do parque realizada em 4 de julho de 2004. Atualmente, o Parque Nacional da Tijuca tem sua gestão compartilhada entre o ICMBio, o Governo do Estado do Rio de Janeiro e a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. É incentivada a participação da sociedade através de ONGs, como a Associação dos Amigos do Parque Nacional da Tijuca, a Terra Brasil e a Terrazul.

O Parque Nacional da Tijuca cobre cerca de 3,5 % da área do Município do Rio de Janeiro, é o menor parque nacional do Brasil, mas é o Parque mais visitado do país, com aproximadamente 2 milhões de visitantes por ano. O Parque não um território contínuo, está misturado à área urbana da cidade, dividindo-se fisicamente em quatro setores, mostrados no mapa abiaxo:

  • Setor Floresta da Tijuca, que compreende Floresta da Tijuca, Pico da Tijuca, Pico do Papagaio e Cascatinha Taunay;

  • Setor Serra da Carioca, com Parque Lage, Morro do Corcovado e Vista Chinesa;

  • Setor Pedra Bonita / Pedra da Gávea, que agrupa Pedra Bonita, Agulhinha, Pedra da Gávea e Rampa de Voo Livre;

  • Setor Pretos Forros / Covanca, com a Serra dos Pretos Forros e Covanca.

Devido a grande área de seus domínios e dependências, luta constantemente contra diversos ilícitos ambientais, como: ocupações irregulares; caça; incêndios criminosos; entre outros. O parque exerce papel de fundamental importância para a cidade, prevenindo a erosão das encostas, enchentes e desabamentos e reduzindo a poluição atmosférica. Detém diversas fontes de água que provêem o abastecimento urbano, ao mesmo tempo em que propicia recreação e qualidade de vida aos habitantes, além de preservar a paisagem e fomentar o turismo. A preservação do parque está diretamente relacionada ao bem-estar, saúde e riqueza da cidade, sendo talvez o seu maior patrimônio e um motivo de grande orgulho para os cariocas de possuir semelhante riqueza.

Nos anos 80 o Parque passou por um grande abandono, quando ficou difícil e perigoso visitá-lo, mas nos anos 90 a situação melhorou e ele voltou a ser um local de lazer, onde se pode passear e suas trilhas voltaram a ser procuradas pelas pessoas que apreciam caminhadas. O Parque Nacional da Tijuca oferece alguns dos mais singelos lugares do Rio de Janeiro, numa junção de vocações turísticas, históricas e culturais. Respirar fundo nesta ilha de tranqüilidade é um legado deixado pelo Imperador D. Pedro II que teve a iniciativa de mandar reflorestá-lo.




O Mapa acima foi copiado do site: http://pt.wikipedia.org/wiki/Parque_Nacional_da_Tijuca#mediaviewer/Ficheiro:Mapa_PNT_PT_RGB_c%C3%B3pia.jpg.


Algumas Atrações Turísticas Referenciadas no Mapa do Parque Nacional da Tijuca

A - Setor Serra da Carioca
11-Cascatinha Taunay 12-Capela Mayrink 13-Centro de Visitantes 14-Barracão - Sede
15-Mirante do Excelsior 16-Lago das Fadas 17-Restaurante Floresta 18-Largo do Bom Retiro
19-Pico da Tijuca 20-Vista do Almirante 21-Restaurante Esquilo 22-Açude da Solidão
B - Setor Floresta da Tijuca
1-Morro do Corcovado 2-Hotel Paineiras 3-Mirante Dona Marta 4-Parque Lage
5-Mirante do Andaime Pequeno 6-Mirante Bela Vista 7-Vista Chinesa 8-Mesa do Imperador
C - Setor Pedra Bonita / Pedra da Gávea
9-Rampa de Voo Livre 10-Pedra da Gávea
D - Setor Serra dos Pretos Forros




As quatro fotos mostram o Parque Nacional da Tijuca visto de diferentes locais da Baía de Guanabara. A primeira a bordo do navio MSC Ópera quando saia da Baía, podendo se ver em segundo plano o Maciço da Tijuca, onde se encontram os Setores A e B do Parque: Serra da Carioca e Floresta da Tijuca e o Setor C - Pedra Bonita / Pedra da Gávea, faltando apenas o Setor D - Setor Serras dos Pretos Forros.

As duas seguintes tiradas também do MSC Ópera saindo do Porto do Rio de Janeiro, bem perto do Pier e mais distante vendo-se dois navios atracados. A última a bordo do navio Costa Mágica passando pelo Arsenal de Marinha. As três fotos mostram em segundo plano a Floresta da Tijuca com o Morro do Corcovado e o Cristo Redentor, sua mais importante atração.



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Setor Serra da Carioca

Centro de Visitantes


Mapa do Setor Serra da Carioca do Parque Nacional da Tijuca, localizado no Centro de Visitantes em frente à Cachoeira da Cascatinha. Esta área do Parque o Setor A - Serra da Carioca, tem sua entrada através do grande portão de ferro localizado na Praça Afonso Vizeu, no Alto da Boa Vista, que foi projetado pelo arquiteto Wladimir Alves.

Neste Setor tem destaque entre outros atrativos dois Mirantes: o Excelsior com excelente vista para o Maracanã, Tijuca e Centro e o do Almirante com vista para a imensa floresta tendo ao fundo e ao longe a Pedra Bonita e a Pedra da Gáva.

Cachoeira da Cascatinha





A Cachoeira da Cascatinha é a primeira atração do passeio ao Serra da Carioca. Tem a seu lado um Restaurante, construído no local onde ficava a
residência do Visconde de Taunay, nobre francês que plantava café. A casa do Visconde pode ser vista na gravura de Rugendas, de 1835,
copiada do livro História dos Bairros - Tijuca editado por João Fortes Engenharia. Na quinta foto pode se ver a autora deste site.






Restaurante ao lado da Cachoeira da Cascatinha.

Capela Mayrink


A Capela Mayrink, originparia do Século XIX, é um dos inúmeros recantos encontrados no Parque Nacional da Tijuca. É um local romântico para a realização de casamentos. Seu interior possui três telas de Cândido Portinari.

Ela pertenceu ao Comendador Antônio Souto, ao Barão de Mesquita e ao Conselheiro Francisco Paula Mayrink, que a consagrou a Nossa Senhora da Conceição. Em 1896 o Governo desapropiou as terras para proteger os mananciais mas a Capela foi mantida.

Paróquia de Nossa Senhora da Luz

A Paróquia de Nossa Senhora da Luz fica localizada no Alto da Boa Vista com acesso pela Estrada das Furnas, mas sua localização
já pode se considera dentro dos limites da Serra da Carioca, é muito procurada para a realização de batizados e casamentos.

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Setor Pedra Bonita / Pedra da Gávea

Estrada da Canoa

Durante o Império, quando a Praia da Gávea, hoje de São Conrado era utilizada para desembarcar escravos, muitos seguiam para as fazendas pelo caminho que hoje é a Estrada da Gávea, mas outros subiam a mata pelo Córrego da Canoa, com destino à Zona Norte, onde estavam as plantações de café e açúcar.

O caminho tortuoso que seguiam é hoje a Estrada da Canoa, que foi construída na gestão do Prefeito do Rio de Janeiro General Ângelo Mendes de Moraisde 1947 a 1951, para fazer a ligaçao da Gávea com a Tijuca. Dela se descortinam vistas maravilhosas, como a Pedra da Gávea e a Pedra Bonita, de onde atualmente os praticantes de vôo livre se lançam para descerem suavemente na Praia do Pepino.



Estrada da Canoa que liga São Conrado ao Parque Nacional
da Tijuca, terminando na Estrada da Gávea Pequena.
A foto ao lado é da Pedra Bonita, tirada da Estrada da Canoa.



Vista da Pedra Bonita, tirada do Mirante da Estrada
da Canoa. No alto da Pedra está localizada a pista de
lançamento dos vôos livres.


Vista da Pedra da Gávea, tirada do Mirante da Estrada
da Canoa.



Vistas da Pedra da Gávea, tiradas da Lagoa Rodrigo de Freitas.

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Setor Serra dos Pretos Forros / Covanca

A Serra dos Pretos Forros fica localizada na Bairro da Água Santa e é um divisor natural entre os bairros de Jacarepaguá na Zona Oeste e do Grande Méier na Zona Norte. Faz parte do Setor D do Maciço da Tijuca.

Seu nome se deve ao fato de escravos alforriados e fugidos procurarem abrigo em sua subida, construindo quilombos. É serpenteada pela Auto-estrada Grajaú-Jacarepaguá, e adentrada pelo Túnel Raimundo de Paula Soares, o Túnel da Covanca, parte integrante da Avenida Governador Carlos Lacerda, a Linha Amarela.

Apesar de boa parte de seus morros estarem atualmente cobertos por capim colonião, a Serra dos Pretos Forros ainda preserva trechos de Mata Atlântica, principalmente no lado de Jacarepaguá, tendo ainda oito pontos de nascentes naturais.




As cinco fotos mostram a Serra dos Pretos Forros. As duas primeiras tiradas de um edifício da Rua Barão de São Francisco em Vila Isabel, as outras três tiradas de um edifício da Rua Barão de Itapagipe no Rio Comprido. Na foto abaixo o Morro que se vê em destaque é a Pedra da Babilônia localizada no Colégio Militar.



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